O mundo civilizado só tomou conhecimento da existência do cacau e de chocolate depois que Cristóvão Colombo descobriu a América. Até então, eram privilégio dos Índios que viviam no Sul do México, América Central e bacia amazônica, onde o cacau se desenvolvia naturalmente em meio à floresta. Hoje, quase 5 séculos depois, derivados do cacau são consumidos em muitas formas, em quase todos os países, e fazem parte da vida do homem moderno. Estão presentes em todos os lugares: nas mochilas dos soldados e nas bolsas dos estudantes, em barras de chocolate de alto valor nutritivo; nos salões de beleza mais sofisticados, nas formas mais variadas de cosméticos; e nas reuniões sociais, através de vinhos e licores. Seus resíduos são utilizados como adubo e ração para os animais.
Saindo da floresta amazônica para conquistar o mundo, o cacau percorreu um longo caminho. Sua história cercada de lenda, está marcada por episódios curiosos, foi usado pelos Astecas, como moeda, provocou discussão entre os religiosos sobre o seu uso nos conventos devido às suas supostas propriedades afrodisíacas e, por muito tempo, foi uma bebida exclusiva das mais faustosas cortes da Europa. Suas sementes, levadas para outras regiões e continentes, formaram grandes plantações que, hoje, representam importante fonte de trabalho e renda para milhões de pessoas.
Valor Energético do Chocolate
O chocolate é o alimento melhor balanceado que existe, contendo uma associação bem equilibrada de cacau, leite e açúcar. Devido ao seu alto índice de carboidratos e gordura, o chocolate apresenta taxas de proteínas bastante apreciável. Um tablete de 100 gramas corresponde a 6 ovos ou 3 copos de leite ou 220 gramas de pão branco ou 750 gramas de peixe ou 450 gramas de carne bovina.
Um tablete de 100 gramas de chocolate ao leite contém:
Glucídios
56 g
Elementos minerais
Vitaminas
Lipídeos
34 g
Protídeos
6 g
Potássio
418 mg
Vitamina B1
0,10
Celulose
0,5 g
Magnésio
58 g
Vitamina B2
0,38 mg
Água
1,1 g
Cálcio
216 mg
Vitamina PP
0,80 mg
Calorias
550
Ferro
4mg
(Fonte: CEPLAC - Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira - www.ceplac.gov.br)
A medida que o cacau ia ganhando importância econômica com a expansão do consumo de chocolate, várias tentativas foram feitas visando à implantação da lavoura cacaueira em outras regiões com condições de clima e solo semelhantes às do seu habitat natural.Em conseqüência, as suas sementes foram se disseminando gradualmente pelo mundo.Em meados do século XVIII, o cacau tinha atingido o Sul da Bahia e, na Segunda metade do século XIX, foi levado para a África.As primeiras plantações africanas foram feitas por volta de 1855, nas ilhas de São Tomé e Príncipe, colônias portuguesas ao largo da costa ocidental africana.
Oficialmente, o cultivo do cacau começou no Brasil em 1679, através da Carta Régia que autorizava, os colonizadores a plantá-lo em suas terras.
Várias tentativas feitas no Pará para concretizar essa diretriz fracassaram principalmente por causa da pobreza dos solos daquela região.Apesar disso por volta de 1780, o Pará produzia mais de 100 arrobas de cacau. O cultivo, entretanto, não se estabeleceu naquele tempo e permaneceu uma simples atividade extrativa até anos recentes.
Riqueza Gerando Divisas
Em 1746 Antonio Dias Ribeiro, da Bahia, recebeu algumas sementes do grupo Amelonado – Forastero- de um colonizador francês, Luiz Frederico Warneau, do Pará, e introduziu o cultivo na Bahia. O primeiro plantio nesse estado foi feito na fazenda Cubículo, às margens do rio Pardo, no atual Município de Canavieiras. Em 1752 foram feitos plantios no Município de Ilhéus.
O cacau se adaptou bem ao clima e solo do Sul da Bahia, região que produz hoje 95% do cacau brasileiro, ficando o Espírito Santo com 3,5% e aAmazônia em 1,5%.
O Brasil é 5° produtor de cacau do mundo, ao lado da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões.Em 1979/80, a produção brasileira de cacau ultrapassou as 310 mil toneladas.
Cerca de 90% de todo o cacau brasileiro é exportado, gerando divisas par o país.No período 1975/1980, o cacau gerou 3 bilhões 618 milhões de dólares.
Geografia no Brasil
Geografia no Mundo
(Fonte: CEPLAC - Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira - www.ceplac.gov.br)
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Hoje teremos um pouco mais da história do cacau e seus benefícios
A Árvore dos Frutos de Ouro
O cacaueiro é originário de regiões de florestas pluviais da América Tropical, onde até hoje, é encontrado em estado silvestre, desde o Peru até o México. É classificado do gênero Thebroma, familia das Esterculiáceas. Foi citado pela primeira vez na literatura botânica por Charles de l'Ecluse, que a descreveu sob o nome de Cacao fructus. Em 1937, foi descrito como Thebroma fructus por Linneu, que em 1753 propôs o nome de Theobroma cacao, que permanece até hoje. Os botânicos acreditam que o cacau é originário das cabeceiras do rio Amazonas, tendo se expandido em duas direções principais, originando dois grupos importantes: Criollo e Forastero. O Criollo, que se espalhou em direção ao norte, para o rio Orinoco, penetrando na América Central e Sul do México, produz frutos grandes, com superfície enrugada. Suas sementes são grandes, com interior branco ou violeta pálido. Foi o tipo de cacau cultivado pelos índios Astecas e Maias. O Forastero espalhou-se bacia amazônica abaixo e em direção às Guianas. É considerado o verdadeiro cacau brasileiro e se caracteriza por frutos ovóides, com superfície lisa, imperceptivelmente sulcada. O interior de suas sementes é violeta escuro ou, algumas vezes quase preto. Para se desenvolver melhor, o cacaueiro exige solos profundo e ricos e clima quente e úmido, com temperatura média de cerca de 25ºC e precipitação anual entre 1.500 e 2.000 milímetros, sem períodos secos prolongados.
(Fonte: CEPLAC - Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira - www.ceplac.gov.br)
terça-feira, 5 de maio de 2009
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Nesta semana nos dedicaremos ao fruto que deu origem ao chocolate. Contaremos sua história e como dele surgiu essa iguaria muito apreciada por todos.
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Cacau: História e Evolução
Quando os primeiros colonizadores espanhóis chegaram à América, o cacau já era cultivado pelos índios, principalmente os Astecas, no México, e os Maias, na América Central.De acordocom os historiadores, o cacaueiro, chamado cacahualt, era considerado sagrado.No México os Astecas acreditavam ser ele de origem divina e que o próprio profeta Quatzalcault ensinara ao povo como cultivá-lo tanto para o alimento como para embelezar os jardins da cidade de Talzitapec.Seu cultivo era acompanhado de solenes cerimônias religiosas.
Esse significado religioso provavelmente influenciou o botânico sueco Carolus Linneu(1707 – 1778), que denominou a planta de Theobroma cacao, chamando-a assim de “manjar dos deuses”.
Os índios consideravam as sementes de cacau tão valiosas que as usavam como moeda.Quatrocentos sementes valiam um countle e 8.000, um xiquipil.O imperador Montezuma costumava receber anualmente 200 xiquipils (1,6 milhões de sementes) como tributo da cidade de Tabasco, que corresponderiam hoje a aproximadamente 30 sacas de 60 quilos.Diz-se que até um bom escravo podia ser trocado por 100 sementes.Ainda sobre o uso do cacau como moeda, Peter Martyr da Algeria escrevia em 1530, no livro DE ORBE NOVO PETRI MARTYRES AB ALGERIA: “Abençoado dinheiro, que fornece uma doce bebida e é beneficio para a humanidade, protegendo os seus possuidores contra a infernal peste da cobiça, pois não pode ser acumulado muito tempo nem escondido nos subterrâneos”.
(Fonte: Ceplac - Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira - www.ceplac.gov.br)
A história da trufa se inicia em tempos antigos, de fato bíblico: há testemunho de sua presença na dieta dos Sumérios e no tempo do Patriarca Jó em torno de 1700-1600 A.C..
A trufa (em francês: truffe; em italiano: tarttufo) é um gênero de fungo subterrâneo da família tuberaceae, a espécie mais rara e nobre de todos os cogumelos.
Existem trufas brancas e negras, e elas são muito diferentes entre si.Nasce sob a terra, a uma profundidade de 20 a 40 cm, próximo a raiz de carvalhos e castanheiras.
A colheita é manual, feita com cães farejadores, na verdade, vira-latas treinados.Antigamente, o procedimento era feito com porcos, animais que também possuem olfato bastante aguçado, e era difícil de controlá-los, já que são como humanos de fino gosto, contumazes devoradores de trufas. Os cães também se envolvem com o cheiro, mas podem ser contidos.
O aroma é muito forte num primeiro impacto, mas finamente fatiadas, cobrindo até simples pratos como ovos, massas e risotos, as trufas dão sabor e aroma inigualáveis.
Trufa Branca (Tuber magnatum)
Vem de Alba, pequena cidade italiana entre Turim e Milão.Verdadeiras jóias da culinária de inigualável aroma.As delicadas condições climáticas e do terreno que tornam possível seu crescimento fazem da trufa branca um fruto raro e muito procurado. O quilo chega a custar de R$ 6.000,00 a R$ 18.000,00.
Trufa Negra (Tuber melanosporum)
De origem francesa, da região de Périgord. Menos conhecida e apreciada que a trufa branca de Alba, mas que encontra seu ponto de apoio na grande versatilidade culinária e no seu preço relativamente acessível, de R$ 600,00 a R$ 1.800,00 o quilo.
Exalam aroma menos acentuado, superfície mais rugosa e são mais resistentes ao manuseio.
Já foi chamada de “Diamante Negro” ou “Pérola Negra” devido a sua raridade.
Trufa de Chocolate
Consideradas o ouro negro da chocolateria são produzidas artesanalmente, recebeu este nome em analogia a esta iguaria nobre e de sabor refinado.
Diz-se que tiveram origem em um erro do chef patissier da corte austríaca, no fim do século XIX. Preparando uma das sobremesas para o banquete em honra de um príncipe russo, uma falha fez com que ele inventasse a trufa de chocolate. Ante o enorme sucesso das trufas entre os ilustres convidados, o chef patissier tentou, por vários dias, repetir o erro, até conseguir refazer aquelas jóias de chocolate. Desde então, nada as supera dentre os bombons mais sofisticados do mundo.
As primeiras trufas de chocolate eram produzidas de uma massa a partir de chocolate nobre, creme de leite, glucose e conhaque, e depois eram banhadas em cacau em pó, parecidas, realmente, com a verdadeira trufa tirada da terra.
Apesar de delicioso, a durabilidade dessa trufa era muito pequena, pois sem proteção absorvia rapidamentea inimiga número um do chocolate.
Então, iniciou-se a tradição de banhar em chocolate e a sua durabilidade passou de um dia para aproximadamente vinte dias.
Depois começaram a ser feitas nas formas de bombons (PVC), que hoje são nossos famosos bombons trufados, que além da tradicional, podemos variar o sabor, desde os mais requintados como damasco e nozes até os mais comuns como maracujá e limão, sem perder o valor da tradição.